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Autoestima: nem alta nem baixa 🧐

  • Foto do escritor: eliana mattar
    eliana mattar
  • 24 de jan.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 12 de fev.

A construção da autoestima deveria ser a primeira preocupação de pais e professores. Ao invés de apenas olhar para fora e para o que do exterior vem até nós, o hábito de olhar para dentro e observar como nos comportamos cria em nós uma consciência de quem somos, ao mesmo tempo que vai desenvolvendo a capacidade de comunicação interpessoal.


Uma das características da autoestima é a autoaceitação. No entanto, para nos aceitarmos temos que reconhecer antes como funcionamos. A autoaceitação mais do que um sentimento é uma atitude de reconhecer e aceitar a nós mesmos como somos. Mas como somos se ninguém nos explica.




 

Os perfis universais de personalidade devem ser conhecidos desde cedo. Atualmente, o estudo que é levado em conta por especialistas de comportamento é o chamado “Big 5” (ver post autoconhecimento e respectivo teste).


São cinco os traços de personalidade e todos nós temos os cinco. O que varia de pessoa para pessoa é o grau de cada traço. São eles amabilidade, abertura, conscienciosidade, neuroticismo e extroversão.


A introversão para o padrão do Big 5 não existe como traço. O que existe é o baixo grau de extroversão.


A timidez, por sua vez, tem a ver com o traço do neuroticismo.


As nossas características psicológicas são produto de vários fatores, entre os quais como somos educados e qual era o perfil de personalidade de nossos cuidadores, nossa genética, nossas experiências de vida, nossa cultura local e regional.


De tempos em tempos deveríamos rever nossos perfis, pois se tem como certa a sua alteração ao longo do tempo.


Mas há também que se conhecer qual o nosso tipo predominante de temperamento ou daqueles com os quais convivemos. Reconhecer seus aspectos positivos e negativos, de modo que possamos buscar nosso desenvolvimento pessoal reduzindo os nossos pontos negativos. Nossa comunicação dará um salto de qualidade.


A partir da ideia de Hipócrates, médico da Grécia antiga, considerado Pai da Medicina, sobre a proporcionalidade dos humores (líquidos do corpo), há as pessoas coléricas (personalidade forte, energética e dominante) sanguíneas (personalidade extrovertida, sociável, tendência ao otimismo, alegria e entusiasmo), fleumáticas (personalidade calma, relaxada e tranquila, tendência à paciência e a evitar conflitos) e melancólicas (personalidade pouco ou nada extrovertida, pensativa, tendem à tristeza, ansiedade e depressão).


Quando temos autoconhecimento, temos mais consciência do que gostamos e do que não gostamos em nós e nos outros. Com isso, podemos entender que somos imperfeitos e que isso faz parte da condição humana.


Ter compaixão por nós mesmos, reduzindo a autocrítica e a comparação negativa com os outros, ajuda na construção da autoestima.


Em terapia, costuma-se pedir que indiquemos três características de que gostamos em nós.


Experiências traumáticas impactam a nossa autoestima. E os traumas quando atingem a saúde mental devem ser tratados.


Assim, também a autoimagem corporal, especialmente em culturas onde a aparência é altamente valorizada, com o estabelecimento de padrões de beleza, expectativas de gênero e status socioeconômico, pode afetar a nossa autoestima.


Por outro lado, a autoestima alta pode ser uma ilusão e uma máscara para esconder uma autoestima baixa. Pode levar a pessoa a fundamentar seu ser em suas capacidades e habilidades que , de fato, as têm mas que nem sempre determinam o seu sucesso. Fracasso eventual atinge até os competentes, pois muitas variáveis existem nas situações em que vivemos que independem de ter ou não capacidades e habilidades determinadas porque estão fora do nosso controle.


Autoestima elevada costuma deixar-nos autocentrados em nossas próprias razões, pouco dispostos a ouvir e interagir com gentileza até.


Estudos apontam para o bem-estar da autoestima estável. Esta permanece inabalável por mais tempo e resiste às diferentes situações.


Seus aspectos principais são:


1. Resistência a críticas: capacidade desenvolvida para lidar com críticas de forma construtiva, sem que isso abale significativamente a autoimagem;


2. Confiança em si mesmo: confiança nas próprias habilidades e capacidades, de modo a enfrentar desafios e a perseguir objetivos com determinação;


3. Autoaceitação: visão realista de si mesmo, reconhecendo qualidades e defeitos sem se julgar excessivamente;


4. Resiliência: capacidade desenvolvida para recuperação rápida de falhas ou adversidades, sem que isso afete drasticamente a autoconfiança.


5. Coerência: pouca influência de fatores externos, como elogios ou críticas, e permanece relativamente constante ao longo do tempo.


É importante esclarecer que a autoestima estável não significa que a pessoa nunca terá dúvidas sobre si mesma ou momentos de insegurança. Todos nós passamos por altos e baixos emocionais, mas aqueles com autoestima estável tendem a ter uma base sólida de autoaceitação que os ajuda a lidar com essas flutuações de maneira saudável.

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