CNV em poucas palavras
- eliana mattar
- 15 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de fev.
O processo da Comunicação Não Violenta - CNV foi idealizado e desenvolvido pelo o psicólogo clínico dos Estados Unidos Marshall B. Rosenberg nos anos de 1960.
Criado em bairro violento de Detroit, interessou-se por novas formas de comunicação que possibilitassem meios pacíficos à violência que enfrentou.

Duas questões o motivaram:
(1) queria entender melhor o que há nos seres humanos que leva alguns de nós a nos comportarmos de forma violenta e abusiva;
(2) queria entender melhor que tipo de educação é útil às nossas tentativas de permanecermos compassivos.
Ao contrário da teoria que se estabeleceu durante muitos séculos, na qual se acreditava que a violência e a exploração ocorrem porque as pessoas são más, egoístas ou violentas, Marshall acreditava na natureza compassiva do ser humano.
Para ele, três fatores são determinantes para entendermos por que, em situações idênticas, alguns de nós reagem com violência e outros reagem com compaixão:
a linguagem que fomos ensinados a usar
como nos ensinaram a pensar e a nos comunicarmos
as estratégias específicas que aprendemos para influenciar os outros e a nós mesmos
O processo da CNV inclui o tipo de linguagem, o tipo de pensamento e as formas de comunicação que nos ajudam a ter capacidade de contribuir para o bem-estar dos outros e de nós mesmos.
A chave desse ponto de vista é o efeito da compaixão para agir e não o medo, a culpa, a vergonha, a censura, a coerção ou a ameaça de punição.
São quatro as partes do processo da CNV: observação (o que eu observo que contribui ou não para o bem-estar), sentimentos (como me sinto em relação ao que eu observo), necessidades (o que eu preciso ou valorizo e que é a causa dos meus sentimentos) pedidos e não exigências (ações concretas que eu gostaria que fossem tomadas - você estaria disposto a....?).
Marshall criou o Center for Nonviolent Communication (CNVC), entidade internacional de promoção da paz (www.cnvc.org).
Iniciou programas para a paz em áreas devastadas pela guerra, como Ruanda, Nigéria, Oriente Médio, Sérvia, Croácia e Irlanda.