top of page

Emoções: Um mergulho

  • Foto do escritor: eliana mattar
    eliana mattar
  • 10 de fev.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 12 de fev.



Gerenciar nossas emoções é uma capacidade que se aprende e desenvolve-se ao longo da vida, com as experiências que vão surgindo a cada dia. Atualmente, fala-se da importância de regular as emoções para a estabilidade de nosso bem-estar emocional, mental e físico, como nos orientam os especialistas em comportamento.


Charles Darwin, o naturalista e biologista inglês conhecido por suas pesquisas sobre a origem das espécies, é considerado um dos pioneiros no estudo científico das emoções. Em seu trabalho "The Expression of the Emotions in Man and Animals", de 1872, lançou a ideia de que as emoções são universais e têm base biológica.


O entendimento que se seguiu sobre quais são as emoções primárias deve-se com frequência ao psicólogo Paul Ekman, nascido nos EUA no século passado, e suas pesquisas sobre a expressão facial das emoções.


As emoções primárias são: alegria, medo, tristeza, nojo e raiva. Ekman acrescenou a surpresa como a sexta emoção primária .


As emoções primárias diferem dos sentimentos na medida em que são respostas emocionais mais imediatas e automáticas a estímulos, enquanto os sentimentos são a experiência subjetiva e consciente que pode surgir a partir dessas emoções primárias e envolvem uma interpretação mais complexa de eventos e do nosso estado interior.


Para a neurocientista brasileira Rosana Alves todas as emoções têm funções.


A alegria ajuda a repetir o que nos faz bem, o medo nos faz lutar ou fugir do perigo, a tristeza mostra o que é importante, a raiva motiva-nos a defender o que importa e o nojo leva-nos a verificar se há riscos.


Só recentemente passou-se a ensinar as crianças quais são as nossas emoções e o que fazer com elas. Se a criança nāo é ensinada ou é reprimida por seus cuidadores para não expressar as suas emoções, em adulto sofrerá as consequências.


Trabalho de autoria de Renato e Marina Caminha (@martri_regulacaoemocional), uma adapatação do livro dos autores Emocionário: O Dicionário das Emoções (Sinopsys Ed.), dá exemplos claros dos múltiplos aspectos das cinco emoções primárias:


ALEGRIA : eurforia, felicidade, alto-astral, empolgação, contentamento, entusiasmo, orgulho


TRISTEZA : melancolia, cansaço, baixo-astral, frustração, infelicidade, desamparo, desmotivação, culpa, preguiça, decepção, mágoa, abandono.


RAIVA : inimizade, ira, fúria, rancor, ódio, irritação, inveja, zanga


NOJO : repulsa, repúdio, náusea, antipatia, arrogância, renúncia , desgosto


MEDO : pavor, terror, assombro, ansiedade, desespero, preocupação, angústia, ciúmes, temor, apreensão, desamparo, fragilidade, vergonha, vulnerabilidade.


Muitos outros sentimentos podem ser acrescentados.


O criador do processo da CNV, em seu livro Vivendo a Comunicação Não Violenta divulga lista do

"Como eu me sinto quando...


Minhas necessidades são atendidas: maravilhada, comovida, cheia de energia, realizada, inspirada, fascinada, otimista, orgulhosa, aliviada, estimulada, surpresa, grata, tocada, confiante e quando


Minhas necessidades não são atendidas : zangada, incomodada, confusa, decepcionada, envergonhada, indefesa, desesperada, solitária, impaciente, irritada, nervosa, sobrecarregada, desconfortável, triste.


Joe Dispenza, autor, educador e pesquisador nos campos da epigenética, neurociência e física quântica, com base em investigações científicas que menciona em seus livros, chama a atenção para a realidade de que nossos sentimentos criam pensamentos e estes criam sentimentos. Por exemplo, se eu tenho um pensamento de medo, eu começarei a sentir medo.


Nesse sentido, os estímulos que disparam em nós a emoçōes vêm tanto do ambiente externo quanto do nosso ambiente interior.


Uma vez que temos consciência das nossas emoções e sabemos dar nome aos nossos sentimentos, gerenciá-los será uma prática a ser desenvolvida por meio de diversos processos que a psicologia, a ciência social, a neurociência, entre outros caminhos científicos oferecem. São técnicas e estratégias que o indivíduo pode optar de acordo com a mais adequada para ajudá-lo nesse processo.


Encontraremos mais estabilidade emocional ao conversar com amigos ou familiares, escrever um diário ou praticar alguma forma de expressão artística.


As técnicas de relaxamento como respiração profunda, meditação, yoga ou exercícios físicos podem contribuir para acalmar o sistema nervoso e reduzir a intensidade das emoções.


Mudar a forma como estamos pensando sobre a situação que detonou a emoção intensa ou distanciar-se temporariamente da situação carregada pode clarear a mente e permitir uma abordagem mais equilibrada.


A aceitação das emoções desagradáveis como uma experiência natural de nossa humanidade pode reduzir os efeitos negativos da carga emocional.


James J. Gross, psicólogo e professor da Universidade de Stanford nos EUA, tem trabalhos nessa área de regulação emocional.


Augusto Cury, psiquiatra brasileiro best-seller , tem livros sobre o tema que vai muito além da autoajuda.

bottom of page