O vai e vem da comunicação com conexão
- eliana mattar
- 30 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de fev.
A reciprocidade é fundamental na comunicação interpessoal significativa.
Um dos obstáculos para o fluir da comunicação é quando só um lado considera o relacionamento importante e significativo e até prioritário em alguns casos.
A reciprocidade cuidadosa promove uma atmosfera de confiança e apoio mútuo. A comunicação aberta e honesta permite que não só parceiros, mas também parentes e amigos próximos, expressem seus sentimentos e necessidades, fortalecendo os laços afetivos e a intimidade emocional. Quando todos se sentem valorizados e compreendidos, a relação se torna mais equilibrada e satisfatória, contribuindo para o crescimento pessoal de cada um.
Assim, não apenas enriquece a conexão emocional, mas também é essencial para a construção de um relacionamento duradouro e saudável.
A ideia central de reciprocidade está ligada ao movimento de ida e volta, ou seja, algo que é devolvido na mesma medida ou em um ciclo de troca.
No campo das relações humanas descreve o ato de dar e receber de maneira equivalente.
É um princípio que sugere que as pessoas tendem a responder umas às outras com atitudes, gestos ou comportamentos semelhantes ao que recebem.
Na comunicação, ela se manifesta de várias maneiras, como:
Troca de atenção e escuta: quando alguém se sente escutado e compreendido, tende a retribuir essa atenção. Essa dinâmica cria um ciclo positivo de diálogo, promovendo confiança e conexão.
Empatia e validação: ao reconheceremos os sentimentos e necessidades do outro, há uma maior probabilidade de recebermos uma resposta igualmente empática. Isso fortalece o vínculo e abre espaço para um diálogo mais profundo.
No método da linguagem da Comunicação Não Violenta- CNV (ler o artigo ABC da CNV) a reciprocidade é construída intencionalmente, ao expressarmos nossas necessidades e ouvirmos as do outro de forma clara e sem jugamento. Atenção é fundamental. Essa harmonia facilita a cooperação espontânea e a troca entre todos.
Os principais obstáculos à reciprocidade em relacionamentos íntimos incluem:
Falta de comunicação: A ausência de diálogo claro resulta em mal-entendidos e conflitos, prejudicando a conexão emocional.
Falta de comprometimento: Quando um ou ambos os parceiros não se dedicam ao relacionamento, a intimidade e a confiança diminuem.
Expectativas desalinhadas: Desejos e necessidades não atendidas podem gerar frustração, dificultando a reciprocidade.
Conflitos emocionais: Problemas internos e projeções inconscientes podem interferir na capacidade de reconhecer e valorizar o outro.
Quando a balança fica mais para um lado do que outro, gera peso para ambos. Pois, aquele que muito recebe pode não ter condições de oferecer em igual intensidade, por vários motivos que ultrapassam o objetivo desse texto. Por sua vez, aquele que pouco recebe poderá sentir desapontamento.
A ausência de reciprocidade entre quem fala e quem escuta pode contaminar a comunicação, como insatisfação, sensação de injustiça ou distanciamento emocional, podendo levar ao rompimento das relações.