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Pessoas Altamente Sensíveis

  • Foto do escritor: eliana mattar
    eliana mattar
  • 24 de jan.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 12 de fev.

Você já prestou atenção ao comunicar-se no seu ambiente familiar ou de relacionamentos, inclusive o amoroso, em pessoas que parecem ser fracas, esgotam-se com muito movimento ao seu redor, saem mais cedo das festas sem que haja qualquer coisa errada nelas? Ou pode ser você que tem esse comportamento e as pessoas pouco lhe compreendem e acham que há algo errado com você?


Sob o ponto de vista do método da Comunicação Não Violenta, será de grande ajuda praticar o seu primeiro pilar que é a observação sem julgamento. O que pode parecer estranho e diferente em um primeiro momento passa a ser normalizado e aceito com a compreensão de como se comporta aquele com quem eu me comunico, seja eu mesma ou outros.


Um perfil de pessoas passou a ser objeto de estudo no final do século passado: pessoas altamente sensíveis - PAS (Highly Sensitive People).


A pesquisadora e psicóloga Elaine N. Aron pesquisou através de coleta de dados e catalogou esse perfil a partir da sua própria personalidade.




Para ela, os trabalhos científicos, à época, consideravam os introvertidos como não sociáveis, levando a pesquisadora a duvidar se a introversão e a sensibilidade não estavam sendo igualadas equivocadamente.


Algumas das características desse traço são: atenção às sutilezas ao redor, a pessoa fica afetada pelo humor das outras pessoas, tem uma vida interior rica e complexa, fica perturbada quando tem muito a fazer em pouco tempo, sente desconforto com barulho em alto volume, tenta evitar filmes ou programas de televisão violentos, agita-se de modo desagradável quando muitas coisas estão acontecendo à sua volta, pais e professores pareciam considerar a pessoa quando pequena sensível ou tímida.


Segundo a pesquisadora, de 20% a 30% da população mundial possuem esse traço. Para ela, esse perfil não é melhor nem pior que os outros. Apenas diferente.


Em seu livro Pessoas Altamente Sensíveis, de 1997, explica como a pessoa com essa personalidade pode lidar com o excesso de estímulos emocionais e usar a sensibilidade a seu favor. Fornece um questionário simples para o leitor avaliar se é ou não uma pessoa altamente sensível. São perguntas que avaliam diferentes características associadas às PAS, como sensibilidade emocional, reatividade sensorial, empatia, entre outras.


Além disso, também há outros instrumentos utilizados para avaliar a sensibilidade emocional e a empatia, que podem ser relevantes para a avaliação das pessoas altamente sensíveis.


Esses instrumentos podem ser utilizados por pesquisadores e profissionais para avaliar e estudar as características das pessoas altamente sensíveis e sua relação com diferentes aspectos do comportamento e da saúde mental.


Ilse Send, terapeuta e autora dinamarquesa, que explora maneiras de lidar com a sensibilidade no cotidiano, afirma que aproximadamente uma em cada cinco pessoas é altamente sensível.


Entende que o sistema nervoso dessas pessoas será mais afinado que o dos outros. A pessoa provavelmente é mais perceptiva a barulho, ao temperamento de outros, à desorganização e o imprevisível terá um significativo impacto nela. Chama a atenção para a necessidade de se diferenciar timidez, ansiedade e depressão das PAS. Pois, para ela aquelas são tratáveis enquanto esse traço de personalidade, como acredita ser, não.

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