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RECONHECENDO AS EMOÇÕES

Um bom começo para iniciarmos o nosso autoconhecimento é verificarmos como agimos quando sob o efeito das emoções.

Há um consenso que são emoções primárias o medo, a alegria, a tristeza e a raiva, havendo autores que incluem o nojo.

A neurociência nos revela a função de cada emoção:

Medo

Nos garante a sobrevivência

Imagem de um menino sentindo medo.

Alegria

Tem a funçāo de repetiçāo, repetimos aquilo de que gostamos

Imagem de um menino sentindo alegria.

Tristeza

Nos faz pensar e questionar

Imagem de um menino sentindo tristeza.

Raiva

Tem a função de nos fazer perceber o que é importante para nós e por que defendê-lo

Imagem de um menino sentindo raiva.
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As emoções primárias são involuntárias e são respostas automáticas aos estímulos, ainda que não saibamos identificá-las. Além das emoções primárias, existem as emoções secundárias também chamadas de sociais.

 

Elas surgem do meio social e podem ser consideradas extensões das emoções primárias. Frustação, empolgação, dinamismo, desapontamento, ansiedade, desânimo, inveja, culpa, etc.

Assim, veja exemplos do desdobramento das emoções primárias:

Tristeza (litografia de Vincent van Gogh, 1882)

Raiva:

fúria, rancor, ódio, irritação,

inimizade, ira, inveja e zanga.

Tristeza:

melancolia, cansaço, baixo astral, frustração, infelicidade, desamparo, desmotivação, culpa, preguiça, decepção, mágoa e abandono.

Alegria:

 alto astral, empolgação, euforia, felicidade, contentamento, entusiasmo e orgulho.

Medo:

pavor, terror, assombro, ansiedade, desespero,  ciúmes, temor, insegurança, desproteção, preocupação, angústia, apreensão, desamparo, fragilidade, vergonha e vulnerabilidade.

Nojo: 

repulsa, repúdio, arrogância, náusea, antipatia, renúncia, desgosto.

Reconhecer nossas emoções através da observação é tão necessário quanto aprender a ler e escrever para viver com maior capacidade de enfrentar os desafios da vida sem prejuízos para o nosso bem-estar. Há quem compare as emoções à energias. Com paciência e aceitação, a emoção transforma-se.

Uma vez atentos as nossas emoções, temos a possibilidade de percebermos quando estão intensas e causando-nos mal-estar. Permanecer por tempo prolongado com desconforto psicológico e emocional é como viver com sapato apertado. O corpo sentirá e ficará esgotado.

Para não sofrer, muitas vezes reprimirmos ou negarmos as emoções. Questione-se toda vez que disser “não sinto nada” diante de um evento ou pensamento. Essa emoção voltará em outro momento, em situações semelhantes.

Predomina o entendimento entre os especialistas do comportamento que os padrões de comportamento do adulto, no geral, são produzidos quando somos crianças.

São estratégias involuntárias para lidarmos e respondermos aos nossos cuidadores.

Imagem de um bebê evoluindo até se tornar um adulto idoso.

Aprendemos a desviar a atenção dos sentimentos, principalmente para os tidos como negativos, e que, de fato, não são negativos pois, como visto acima, as emoções têm funções.

Para um adulto parece que ter emoção é um defeito e fragiliza a autoestima diante do sistema altamente competitivo das sociedades atuais. O que precisamos é ter consciência do que se passa conosco e treinar constantemente a regulação das emoções e sermos honestos em nossa comunicação sem, contudo, atribuir ao outro a culpa pelo que sentimos.

Embora de caráter técnico, ajuda-nos ter uma noção superficial do que a psicologia chama “projeção”. Com isso, tiramos o foco do outro e prestamos atenção aos nossos próprios mecanismos.

Na projeção interpretamos o que os outros pensam pela lente do que são nossas próprias necessidades e sentimentos.

A repressão e projeção resultam da função cerebral da percepção.

Como o seu eu infantil responde?

A vitimização é um mecanismo de defesa, muitas vezes esconde nossa dificuldade de autorresponsabilidade, transferindo aos outros a razão de nossos sentimentos, como a culpa, por exemplo.

Também o perfeccionismo entra nesse rol, cuja necessidade de ser aceita faz a pessoa obsessiva por não cometer erros, querer ser infalível para ser reconhecida e ter aprovação.

Da mesma forma acontece com quem tem dificuldade de dizer não. São os chamados pacificadores, que tendem a ter dificuldade de tomar decisões por não estarem certo do que querem. É a necessidade exagerada de manter a paz a qualquer custo, de ser sempre uma pessoa simpática e bem comportada. Pessoas que de uma maneira geral respondem às ofensas com tristeza ao invés de raiva e tendem, por isso, a ter tendência a desenvolver depressão.

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Outra defesa é a chamada síndrome do benfeitor, pessoas que fazem boas ações para se sentirem úteis e mais fortes. De outro lado, há a sede do poder, dominar para não ser dominado, quando a pessoa receia ser mal tratada, ver seus sentimentos invalidados. Inclui-se nesse mecanismo aquele comportamento agressivo, tanto o ativo quanto o passivo, este sobre a camada de uma calma aparente, um vulcão prestes a explodir a qualquer hora.

 

Há aqueles que não querem crescer e estão sempre na dependência emocional de alguém, arriscam-se a sofrer violência física ou psicológica. O excesso de controle configura também um mecanismo de defesa daquele que tem muito medo. Ou, ainda, o isolamento ou fuga que demonstra ser um comportamento daquele que tem medo de conflito e insegurança e refugia-se, por exemplo, no excesso de trabalho, de distração, etc.

Coleção com várias imagens de rostos representando diversos tipos de emoção, como raiva, arrogância, entusiasmo, etc.
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